segunda-feira, 26 de novembro de 2007

"Sinais - II"


Só mais um sinal...

Mais uma música que me traduz....


"Coisas que eu sei" [Danni Carlos]


Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião

A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado

Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei

Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"Sinais - I"


Quando me amei de verdade...

...pude compreender que em qualquer circunstância,eu estava no lugar certo,na hora certa. Então pude relaxar.

...pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.

...parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

...comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado- inclusive eu mesma.

...comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas,crenças e - qualquer coisa queme pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

...deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Como isso é bom!

...desisti de querer ter sempre razão,e com isso errei muito menos vezes.

...desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente,que é onde a vida acontece.

...percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,ela se torna uma grande e valiosa aliada. [Kim McMillen]


Simples ênfase nas idéias da postagem anterior...

Sem mais....

sábado, 17 de novembro de 2007

"Egoísmo?"


"Há algum tempo, comecei a dar adeus a tudo que não me era saudável. De início, minha razão me fez crer que isso era egoísmo, mas resolvi continuar, partindo do pressuposto de que um pouco de egoísmo pode às vezes ser positivo. Joguei fora bilhetes passados da validade, me livrei de pessoas que me punham para baixo, busquei encerrar histórias que povoavam minhas piores lembranças. Falei sobre coisas que restavam entaladas na garganta, arrumei meu guarda-roupa, joguei fora muitos papéis e doei peças que já não usava. Então, cortei meu cabelo, revelei fotos novas e pus no meu mural. Eliminei pouco a pouco o que não me fazia bem, mudei de postura, telefonei para velhos amigos que eu gostaria de rever, e mantive apenas a positividade que aprendi a ter. Foi então que percebi que nada disso era egoísmo. Era, na verdade, amor-próprio. - perdemos tempo e energia tentando justificar as atitudes erradas dos outros - e às vezes, as nossas - quando na verdade, deveríamos nos concentrar em fazer o melhor que pudemos." [Rafinhalela]


Achei esse texto em um fotolog...
Não fiz nenhuma modificação...é exatamente o que passo no atual momento da minha vida.
Muitas vezes me vi em um impasse: "Estou sendo egoísta? Injusta?"
Depois de muito analisar, percebi que não. Às vezes é realmente preciso nos desprender de tudo aquilo que nos incomoda e que vamos levando por acreditar que um dia não vai mais incomodar, o que muitas vezes é mera ilusão. Ou você se desvincula ou não encontrará outra saída.
Somos o que queremos ser. Sofremos o que nos permitimos sofrer. Crescemos o quanto queremos.
Algo te impede de ser feliz? Impede-te de crescer? Impede-te de ter paz?
Livre arbítrio, já ouviu falar? Você tem escolhas, faça! Mas arque com as consequências de cada uma, seja quais forem.
Somos aquilo que pensamos. O que pensam de você? Mera especulação... cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Cada um sabe onde aperta seu calo. Cada cabeça uma sentença.
A vida vai passando e muitas vezes vamos tentando passar por cima ou fechar os olhos para o que nos incomoda. Pra quê? Melhor é encarar de frente e poder dormir todas as noites de consciência tranquila por ter feito o melhor e mesmo que não tenha dado certo, ainda estar tranquilo por saber que fez sua parte. Perdemos um tempo precioso tentando entender o ininteligível. "Não tente entender, a vida ultrapassa qualquer entendimento".
Talvez hoje seja um pouco mais egoísta, ou talvez tenha um pouco mais de amor-próprio. Seja o que for, estou bem. Estou em paz comigo.


terça-feira, 13 de novembro de 2007

"O sentir silenciado"


"...qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada". [Martha Medeiros]

Eis que me deparo mais uma vez com as palavras de Martha Medeiros. Cada dia que passa eu me interesso mais pelos escritos dela. Há uma grande identificação e afinidade da minha parte com a forma como ela expressa sentimentos, sensações e indignações.
"Triste é não sentir nada". De fato! Tenho verdadeiro pavor à frieza.
Conheço poucas pessoas assim e deve ser terrível viver envolto em uma "redoma de gelo".
Mas pra ser sincera não acredito muito nessa frieza absoluta. O que acontece, na minha opinião é o que chamo de 'mecanismo de defesa'. A pessoa sofre muitas decepções e por isso, tentando se proteger de mais frustrações, cria uma imagem de insensibilidade. Se formos observar, os 'insensíveis' gastam mais seu tempo 'fazendo' [como diz o texto]. Por quê? Porque há uma necessidade de mostrar para os demais que atitudes 'friamente calculadas' são mais eficientes do que 'atitudes sentimentais' como chorar, sorrir, abraçar, beijar, falar e fazer qualquer coisa sinceramente, sem medo.
Sou uma pessoa muito 'fechada', falo muito pouco sobre o que realmente sinto, sou muito introspectiva (isso às vezes me faz mal, admito). Por isso é comum eu escutar "Por que tu estás triste?". Às vezes é tristeza enrustida mesmo, outras não. Ultimamente tenho me concentrado mais ainda em 'sentir' do que em 'fazer'. Isso tem aguçado minha percepção das coisas ao meu redor. Falar nem sempre é bom, há momentos em que o silêncio nos oferece as melhores respostas, nos traz calmaria, tranquilidade... Não é à toa que tenho ouvido coisas diferentes do que o habitual, como: "Tu estás tão bem!"
O 'silêncio sufocado' transparece dor ou deturpa sentimentos. O 'silêncio natural' traz a tranquilidade, paz... é possível escutar a tão falada 'voz interior', e muitas vezes ela nos fala coisas inimagináveis que nos fazem despertar para o que é realmente essencial e para o que é absolutamente dispensável.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

"Persona non grata"


"...A todos trato muito bem, sou cordial, educada, quase sensata,mas nada me dá mais prazer que ser persona non grata, expulsa do paraiso, uma mulher sem juízo, que não se comove com nada, cruel e refinada, que não merece ir pro céu, uma vilã de novela, mas bela, e até mesmo culta, estranha com tantos amigos e amada, bem vestida e respeitada. Aqui entre nós: melhor que ser boazinha é não poder ser imitada". (Martha Medeiros)


Estava buscando inspiração para escrever. Comecei a fuçar alguns sites de crônicas, li muitas e me deparei com este pequeno texto desta autora, acredito que pouco conhecida, mas que incrivelmente escreve com coragem. Digo isso porque é muito comum em vários escritores (com poucas exceções) um quê de pieguice, fantasia e mascaramento de sentimentos.
Eu me identifico muitíssimo com os textos dela. Trata os sentimentos de uma forma realista, é autêntica e faz uso de uma linguagem direta e clara.
Eu até sorri quando li este pequeno texto. É, a carapuça me serviu perfeitamente!
Já é de praxe que eu seja 'condenada'. E é uma 'condenação' lato senso. Vejamos:

- Se fico muito calada: "Nossa, por que tu estás de cara emburrada?" ou "O que tu tens?";
- Se eu falo muito: "Dá um tempo, não viaja!" ou "O que tu tens?",
- Se eu faço caras e bocas: "Não suporto teu ar de ironia!" ou "O que tu tens?"
- Se eu entro na 'onda' e brinco: "Tu não és assim, estás muito engraçadinha hoje!" ou "O que tu tens?";
- Se eu não bebo: "Por que tu estás 'aziada'?" ou "O que tu tens?";
- Se eu encho a cara: "Já estás fazendo besteira demais..." ou "O que tu tens?";
- Se eu guardo para mim o que não me agrada: "Fala logo, por que tu não falas, já vi que tu não gostastes!" ou "O que tu tens?"
- Se eu abro o verbo e falo o que não gostei: "Pára de me criticar, deixa de ser chata! (só quer ser 'certinha' e 'madura')" ou "O que tu tens?";
- Se eu não falo dos meus assuntos: "Fala! (vou fingir que estou interessado (a))" ou "O que tu tens?";
- Se eu falo dos meus assuntos ou sobre o que acho interessante: "Pára, nada a ver..." ou "O que tu tens?";
- Se eu me retraio por me sentir um 'peixe fora d'água': "Deixa de ser aziada, vem pra cá..." ou "O que tu tens?";
- Se eu me solto e me introso: "Hum..tu não estás normal..ei, pára..." ou "O que tu tens?"

E por aí vai.... Tudo incomoda! Cruzes! Como eu sou chata!!!
De uma forma ou de outra, eu sempre sou 'assunto'. Não, não é pretensão! É um incômodo muito grande! Por quê? Vai saber, não é?
Por isso é que sou o que sou... defeitos, qualidades... sou assim.
Mas bom mesmo é ser Persona non grata.
Prefiro ser autêntica do que ser aceita. Além de mais interessante, é diverdito!
Lembrem-se, agora, além de chata, sou também persona non grata!

sábado, 3 de novembro de 2007

"Errar é a falha do raciocínio e perdoar é evolutivo"



Essa semana eu perdoei alguém.
Eu não desculpei, eu perdoei!
Para alguns, pode parecer fato banal, para outros mero clichê e para poucos um ato benevolente e amável.
Não sei qual é a sua religião, em quê você acredita ou se não acredita. Mas indepente de qualquer uma destas hipóteses, qual seja sua religião [ou religiosidade, que são coisas diferentes], quais são seus credos ou se você é absolutamente cético, ainda que não esteja vinculado à idéia de religião, mas sim ao lado 'filosófico' ou meramente prático, o perdão e seus 'conceitos' nos cercam de alguma forma.
Clichê, ou não, perdoar não é fácil. Requer humildade, empatia [colocar-se no lugar do outro é fundamental para entender seus motivos], desapego e respeito ao outro [ainda que ele não tenha tido com você].
Julgar é fácil, apontar, acusar... mas se colocar no lugar de quem lhe feriu e tentar compreender o que lhe levou a errar não é simples. ('...Mais fácil julgar do que ter que olhar pras próprias mentiras, tentar esconder pra não ter que ver onde dói a ferida...').Imagine então na hora da mágoa, lembrar que você é humano e como tal, poderia ter cometido o mesmo erro ou então qualquer outro. Errar, ainda é uma das coisas que nos qualifica como humanos,é superficialmente falando, a falha daquilo que 'teoricamente' nos faz tão diferente dos outros seres, o raciocínio. Se isso nos qualifica como humanos, o perdão é o que nos faz evoluir como tais (independentemente da sua concepção de 'evolução', seja ela religiosa ou de crescimento pessoal). É, voltamos a mais um clichê: "Errar é humano, perdoar é divino".
Não acredito, como muitos dizem, que perdoar é esquecer, não! Perdoar, para mim, é lembrar sem mágoas. Convenhamos, ninguém esquece um mal que lhe é feito, da mesma forma que costumamos lembrar de quem nos estende a mão quando mais precisamos. É preciso lembrar, isso faz parte do nosso processo evolutivo! Da mesma forma, é preciso retirar a mágoa e o rancor para que não nos fechem os caminhos.
E assim, mesmo com muitas coisas perturbando meus pensamentos e minha vida, eu me sinto mais 'leve'.. perdoar de coração traz a sensação de bem-estar, alivia a alma e a consciência.

"O carro novo"

Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que, como bons pais, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.


Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: "Se você, meu filho, mudar o seu comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a faculdade de medicina, lhe darei então um carro de presente.


Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação: sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversação sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel, e isso não era bom.


O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel.


Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.
A partir daquele dia, o silêncio e a distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família.


O tempo passou, ele se formou e conseguiu um emprego em um bom hospital, esquecendo-se completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão, até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu, vindo a falecer.


No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou a Bíblia numa estante, notou que havia um envelope dentro dela. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: "Meu querido filho, sei o quanto você deseja Ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele carro que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: a Bíblia Sagrada. Nela aprenderá o amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência."


Corroído pelo remorso o filho caiu em profundo pranto. E a carta finaliza assim: "Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isso leva a erros terríveis e a um fim ainda pior. Antes que seja tarde perdoe aquele a quem você pensa ter feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que ali também há um cheque escondido".

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mulheres moderninhas?


Ontem estava conversando com uma amiga minha, que namora há muitos anos e ouvi uma frase que se fosse dita há um tempo atrás, teria sido chocante: "É tão bom ter um amante!" (dito com muita empolgação!).

Eu parei e fiquei refletindo sobre a frase e fiquei fazendo uma comparação com um filme que assisti outro dia, não recordo o nome poque já comecei a assistir pela metade. Mas contava a história de uma mulher que estava feliz, prestes a se casar quando reencontrou um grande amor da adolescência e acabou revivendo um romance. Quando viu que realmente estava envolvida, ficou confusa e temerosa por ser descoberta, afinal naquela época, seria eternamente crucificada por sua traição. Mesmo assim assumiu a relação com o ex-namorado, e mesmo tendo sido criticada, foi considerada uma 'mulher moderna', a frente de seu tempo pela coragem de assumir sua infidelidade.

O que ouvi ontem não foi muito diferente... apesar de minha referida amiga não ter sido 'descoberta', o fato de ter coragem e empolgação em dizer o quanto é bom ter um amante, já revela muito da 'modernidade feminina'. O mais interessante é a total ausência do sentimento de culpa! Comecei a relembrar do começo do namoro dela.... uma mulher extremamente apaixonada, dedicada e que jamais aceitaria a idéia da infidelidade (nem dela ou do namorado). Com o passar do tempo foi percebendo muitas coisas: o jeito grosso dele, a falta de atenção, de carinho, de respeito e pra piorar, descobriu suas 'puladinhas de cerca'. A partir deste momento as coisas mudaram...

Ao contrário do que muitos pensam, eu não acredito que a mulher sempre traia por vingança ou por paixão (pelo amante). O que acontece muitas vezes é que ela tem uma integridade que realmente preserva, até que surge um homem interessante, que normalmente tem todas as qualidades que faltam no seu companheiro e, obviamente, fica tentada em ter algum envolvimento. Ela acaba se envolvendo, não para se vingar ou por paixão (não necessariamente), mas por ter surgido a oportunidade e por não sentir 'peso na consciência', já que sabe que já foi traída também.

Ela ainda me contou sobre uma amiga que também namora há anos e que "morre de vontade de ter um amante, mas ainda não encontrou nenhum confiável". Depois desta declaração comecei a analisar outro aspecto: as mulheres ficam em desvantagem quando são descobertas por sua traição (são crucificadas, tidas como 'safadas'), mas levam vantagem enquanto traem porque normalmente os amantes (os homens) são mais 'confiáveis'. Por que eles são mais confiáveis? Simplesmente porque para eles (na maioria das vezes, afinal cada caso é um caso), é motivo de 'orgulho' possuir, ainda que parcialmente, uma mulher que 'pertence' a outro homem. Eles sentem uma espécie de prazer em olhar para o 'corno' e sorrir pensando: "Eu pego tua mulher e tu nem sonha, otário!".

Agora analisemos o contrário: As amantes (as mulheres) sentem algum prazer em ter seu homem dividido com outra mulher? Ainda mais sabendo (no fundo, lá no fundinho) que ele jamais deixará a segurança e estabilidade de seu namoro (ou casamento) para ficar com ela? Pior... normalmente se apaixonam perdidamente e ficam imaginando como gostariam de tê-lo por mais tempo ao seu lado, como ele deve ser com a companheira e com certeza: como ela deve ser bem melhor do que ela, afinal, não deve ser infiel, logo, não deve ser safada! Agora imaginem uma amante movida por seu sentimento de ciúmes, inveja e posse... o que ela faz? Sente prazer em procurar a 'traída' e contar tudo com riqueza de detalhes, inclusive os mais sórdidos! Tudo para acabar com o sossego dele (afinal ele tá pensando que é tão gostoso assim?!!!) e para acabar com a auto-estima e com o relacionamento da 'traída' (afinal, se essa 'perua idiota' pensa que vai ficar com ele, está muito enganada! Se não vai ser meu, dela também não vai ser!). E na pior das hipóteses ocorre um crime passional!!!
Cuidado com uma mulher 'ferida', mas tenha mais cuidado ainda com uma mulher traída ou carente!!! Elas estão moderninhas demais!!!

As mulheres estão realmente colocando as 'manguinhas de fora'? E ainda estão se sentindo mais seguras para trair porque 'os amantes' são mais 'confiáveis'?

Para que a polêmica fique ainda mais latente (adoro polêmicas!) vou postar uma crônica de Arnaldo Jabor, escrita com muita propriedade, por sinal... tirem suas conclusões!


"Quem não dá assistência, abre concorrência" (Arnaldo Jabor)


Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc. Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.
Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma "mulher moderna"? A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...
Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior: VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:
- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. - Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.
Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.
- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".
Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

"Quinta-feira Sextarada"

Título no mínimo estranho, eu sei.
Hoje quando cheguei em meu trabalho ouvi minha amiga dizer isso: "Hoje é uma quinta-feira sextarada!"
A princípio fiquei sem entender, logo depois ela me explicou que a tal expressão foi criada por ela, pois amanhã seria feriado. Na verdade, o dia do funcionário público é domingo, mas como o governador está precisando fazer uma média, fez o mesmo, além de antecipar o recebimento do nosso salário [o que por um lado, é bom.. dinheiro na conta antes do dia 1º...por outro, quando ele antecipa sempre me preocupa, afinal, mais rápido o dinheiro vai embora, por isso, nestes casos sempre tento 'esquecer' que o tal dinheiro está lá na minha conta pronto pra ser torrado, quando na realidade deveria estar pronto para pagar minhas contas].

Outro dia eu ouvi um piadinha bem sacana e não menos 'nojenta' sobre a gestão de nosso atual governador, mas ficaria muito feio eu conta-la aqui. Porém, pelos adjetivos que usei, vocês devem imaginar como está a situação do atual governo estadual...enfim, não vou entrar na questão política. Dizem que quanto mais se mexe na porcaria, mais ela fede. Melhor não mexer e fingir que está tudo muito 'limpo'.
Voltando ao título... nas vésperas de feriado, assim como na sexta-feira, o 'clima' no trabalho muda. Normalmente todo mundo chega mais animado e disposto, pensando, é claro, no dia seguinte. Muitos vão sem blazer, outros sem gravata, outros usam jeans, para no fim do expediente emendar com a farra.
Justamente pelo fato de estarmos contaminados pela empolgação do lazer ou do descanso que se aproxima, acabamos deixando algumas coisas pra resolver na tal da indesejável segunda-feira. Não serei hipócrita. Em dias assim a produção cai, por motivos óbvios. Mas também não serei injusta em concordar com a maioria que acredita que funcionário público 'enrola' no trabalho. Não é verdade! Apenas em ocasiões 'especiais' como esta. O que é absolutamente natural, convenhamos. Ainda mais quando se trabalha no Poder Judiciário [lindo esse nome não é? Passa impressão de autoridade..lindo!] que mais paga mal em todo o Brasil, e tinha que ser no Maranhão,é claro, aqui tudo é possível, acreditem! Eu já vi de tudo aqui!
Ah é, eu quase ia esquecendo: agora finalmente aprovaram o nosso aumento. Que vitória! Nossa, quanta luta! Maravilhoso, não? Não, é ridículo mesmo. Lutar por aquilo que você sabe que é seu de Direito? É lamentável. Mas é assim mesmo... para isso existe o Direito! Para isso existe o Sindicato! E para isso existe a velha 'Lei do mais forte'. Foi justo? Não, foi 'conveniente'. Ganhamos um Direito? Não, demos a sorte da conveniência e a estratégia terem nos rendido este 'lucro'. Poxa, ainda bem que fomos um pretexto!
E assim é o Poder, assim é o Poder Judiciário no Maranhão...Como diz Lulu Santos, "assim caminha a humanidade, em passos de formiga e sem vontade.."

Uma ótima 'quinta-feira sextarada' a todos os funcionários públicos!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Passar X Permanecer... Desejo X Sentimento

Hoje conversando com um amigo surgiu esta questão.
O que é melhor? Passar ou permanecer? Desejar ou sentir?
Cheguei a uma conclusão: admiro muito os que conseguem passar pela vida das pessoas sem permanecer e os que conseguem discernir bem o desejo do sentimento concretizado.
Isso é realmente admirável! A grande maioria das pessoas é assim.
Eu sei bem estabelecer essa distância se me dedicar a isso, acho que qualquer um, com um mínimo esforço consegue, outros conseguem por sua natureza sem esforço algum.
Eu sei passar e sei permanecer.. sei desejar e sei sentir. Sei fazer cada uma dessas coisas de cada vez ou todas ao mesmo tempo. Porém acho bem mais interessante permanecer e sentir. Passar é tão fácil, desejar é humano, é instintivo... você deseja sem mesmo perceber. Mas permacer requer conquista, requer 'cativar'. Sentir requer alma, requer doação, requer coração. E isso meus caros, nem todos conseguem fazer. Permanecer e sentir é atributo de poucos. Lembrei de uma crônica de Arnaldo Jabor sobre Amor e Sexo... vou postar aqui para aprofundar mais as sutis diferenças entre "Passar X Permanecer e Desejo X Sentimento".

"Amor é prosa. Sexo é poesia" [Arnaldo Jabor]

O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.

Normal ou anormal?

Esses dias eu estou consideravelmente estranha.
Tá, tudo bem. Tenho amigosque nunca me acharam muito 'normal' mesmo. Mas não vamos entrar na polêmica filosófica do que é normalidade e anormalidade, isso é chato!
Parei esta semana e pensei: Eu tô diferente... e estranha... eu não tô normal!
Até comentei com alguns amigos. Comecei a pensar nos possíveis motivos de tanta anormalidade. Uma coisa é certa: TPM não é mesmo. O que torna tudo mais anormal ainda. Porque convenhamos... se uma mulher grita com você sem motivo, se ela chora sem motivo, se ela procura problema onde não existe e está de TPM, acalme-se... é absolutamente normal.
Seria stress??? Mas como? Só se for stress emocional... definitivamente ando vivendo fortes emoções. Tantas emoções que já estou de saco cheio! Se em meu estado normal eu falo o que penso, ultimamente então nem se fala... minha mãe se assustou comigo essa semana. É, eu chamei minha mãe pra razão! Fora outras tantas pessoas com quem andei fazendo isso também. Ah! Cansei mesmo... disse o que me veio na telha e pronto! E o pior (ou melhor): não me senti culpada.
Eu parei de me importar com tanta coisa e passei a me importar com outras que estavam há muito tempo em segundo plano. Coisas que antes me causavam raiva, hoje não me afetam. Até a minha ansiedade habitual está sendo substituída pela minha calma em dizer a verdade que dói ou então na minha forma curta e grossa de tocar nas feridas dos outros. Estou sendo cruel? Talvez, mas com certeza estou mais autêntica do que nunca. E a cada dia que passa eu tomo mais consciência de como autenticidade incomoda!
É... eu estou indiferente à algumas coisas, situações e pessoas... mas não está sendo ruim, pelo menos não para mim, já para os outros...

Estréia....

Finalmente eu criei o blog.
Há um tempo atrás já havia criado um, mas acabei deixando de lado devido a muitos acontecimentos. Dessa vez quero levar esse negócio a sério! Aliás, eu preciso disso!
Sempre fui acostumada a escrever e há muito tempo não escrevo. Não sei se por falta de inspiração, preguiça, acomodação...não sei mesmo. Mas há momentos que sinto uma necessidade imensa de explorar as palavras. Talvez seja uma espécie de mecanismo de 'fuga' de tudo o que me incomoda ou talvez tenha muita informação na minha cabeça e de alguma forma preciso colocar pra fora.
Vou colocar aqui não apenas textos meus, mas todos aqueles que achar interessante. O importante é colocar uma identidade minha neste pequeno espaço.
Espero que todos que visitarem gostem e opinem.
Beijinhos!