
"...qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada". [Martha Medeiros]
Eis que me deparo mais uma vez com as palavras de Martha Medeiros. Cada dia que passa eu me interesso mais pelos escritos dela. Há uma grande identificação e afinidade da minha parte com a forma como ela expressa sentimentos, sensações e indignações.
"Triste é não sentir nada". De fato! Tenho verdadeiro pavor à frieza.
Conheço poucas pessoas assim e deve ser terrível viver envolto em uma "redoma de gelo".
Mas pra ser sincera não acredito muito nessa frieza absoluta. O que acontece, na minha opinião é o que chamo de 'mecanismo de defesa'. A pessoa sofre muitas decepções e por isso, tentando se proteger de mais frustrações, cria uma imagem de insensibilidade. Se formos observar, os 'insensíveis' gastam mais seu tempo 'fazendo' [como diz o texto]. Por quê? Porque há uma necessidade de mostrar para os demais que atitudes 'friamente calculadas' são mais eficientes do que 'atitudes sentimentais' como chorar, sorrir, abraçar, beijar, falar e fazer qualquer coisa sinceramente, sem medo.
Sou uma pessoa muito 'fechada', falo muito pouco sobre o que realmente sinto, sou muito introspectiva (isso às vezes me faz mal, admito). Por isso é comum eu escutar "Por que tu estás triste?". Às vezes é tristeza enrustida mesmo, outras não. Ultimamente tenho me concentrado mais ainda em 'sentir' do que em 'fazer'. Isso tem aguçado minha percepção das coisas ao meu redor. Falar nem sempre é bom, há momentos em que o silêncio nos oferece as melhores respostas, nos traz calmaria, tranquilidade... Não é à toa que tenho ouvido coisas diferentes do que o habitual, como: "Tu estás tão bem!"
O 'silêncio sufocado' transparece dor ou deturpa sentimentos. O 'silêncio natural' traz a tranquilidade, paz... é possível escutar a tão falada 'voz interior', e muitas vezes ela nos fala coisas inimagináveis que nos fazem despertar para o que é realmente essencial e para o que é absolutamente dispensável.
Eis que me deparo mais uma vez com as palavras de Martha Medeiros. Cada dia que passa eu me interesso mais pelos escritos dela. Há uma grande identificação e afinidade da minha parte com a forma como ela expressa sentimentos, sensações e indignações.
"Triste é não sentir nada". De fato! Tenho verdadeiro pavor à frieza.
Conheço poucas pessoas assim e deve ser terrível viver envolto em uma "redoma de gelo".
Mas pra ser sincera não acredito muito nessa frieza absoluta. O que acontece, na minha opinião é o que chamo de 'mecanismo de defesa'. A pessoa sofre muitas decepções e por isso, tentando se proteger de mais frustrações, cria uma imagem de insensibilidade. Se formos observar, os 'insensíveis' gastam mais seu tempo 'fazendo' [como diz o texto]. Por quê? Porque há uma necessidade de mostrar para os demais que atitudes 'friamente calculadas' são mais eficientes do que 'atitudes sentimentais' como chorar, sorrir, abraçar, beijar, falar e fazer qualquer coisa sinceramente, sem medo.
Sou uma pessoa muito 'fechada', falo muito pouco sobre o que realmente sinto, sou muito introspectiva (isso às vezes me faz mal, admito). Por isso é comum eu escutar "Por que tu estás triste?". Às vezes é tristeza enrustida mesmo, outras não. Ultimamente tenho me concentrado mais ainda em 'sentir' do que em 'fazer'. Isso tem aguçado minha percepção das coisas ao meu redor. Falar nem sempre é bom, há momentos em que o silêncio nos oferece as melhores respostas, nos traz calmaria, tranquilidade... Não é à toa que tenho ouvido coisas diferentes do que o habitual, como: "Tu estás tão bem!"
O 'silêncio sufocado' transparece dor ou deturpa sentimentos. O 'silêncio natural' traz a tranquilidade, paz... é possível escutar a tão falada 'voz interior', e muitas vezes ela nos fala coisas inimagináveis que nos fazem despertar para o que é realmente essencial e para o que é absolutamente dispensável.
Um comentário:
triste é não sentir e nem fazer nada...
martha é demais mesmo!
[alguns silêncios são necessários e admiráveis. outros agoniam e angustiam. mas os melhores sentidos e feitos são estes, em meio ao silêncio. feitos pra sentir.]
bjocas, moça!!!
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